Milhares voltam às ruas para protestar e também comemorar
Milhares de argentinos voltaram a bater panelas em frente ao Congresso ontem, mas desta vez para comemorar a renúncia do ministro Jorge Remes Lenicov (Economia). Para os manifestantes, a nova equipe econômica, que ainda não foi nomeada, deverá engavetar de vez o Bonex que, entre outras medidas, previa a devolução dos depósitos bloqueados por meio de títulos com prazo de dez anos.
Antes da confirmação da renúncia de Lenicov, porém, o clima estava tenso. Por volta das 14 horas, uma falsa ameaça de bomba obrigou parte dos cerca de 500 policiais a efetuar a rápida evacuação do prédio anexo ao Congresso.
Apesar do clima mais pacífico de ontem, os manifestantes deixaram claro que não darão trégua ao presidente Eduardo Duhalde enquanto o dinheiro depositado nos bancos não for devolvido.
Além das manifestações em Buenos Aires, em todo o país estouraram protestos. O mais violento ocorreu na Província de San Juan, onde houve confronto entre manifestantes e a polícia. Os cidadãos saíram às ruas para protestar contra as medidas do governo, o desemprego e o atraso no pagamento de salários. A polícia dispersou uma manifestação com balas de borracha.
Na cidade de Santa Fé, grupos de desempregados reivindicavam o pagamento dos recursos do plano Trabalhar, para pessoas desempregadas, que não puderam ser sacados por causa do feriado bancário.
Na Província de Jujuy, funcionários públicos anunciaram uma greve geral de 48 horas à partir de hoje em protesto contra a suspensão dos salários.





