Um dia após o final da ‘‘2ª Cúpula da União Européia, América Latina e Caribe’’, milhares de manifestantes se reuniram na praça de Atocha, em Madri, e andaram em direção à praça da Espanha, na região central da capital espanhola.
Na frente da passeata seguia o cartaz com os seguintes dizeres: ‘‘Não à exploração da América Latina, contra a Europa do capital e da guerra’’. A manifestação antiglobalização foi convocada pelo ‘‘Fórum Social Transatlântico’’, que reúne Colômbia, México, Brasil e Argentina. As ‘‘Mães da Praça de Maio’’ também participaram do protesto.
Não há consenso sobre o número de pessoas que estiveram na passeata. As autoridades falam em 10 mil participantes e os jornalistas presentes no local, em 50 mil. Já os organizadores estimam que 150 mil pessoas participaram do protesto.
Não só contra a globalização os manifestantes protestaram. Eles também pediram o fim do terrorismo de Estado, a abolição da dívida externa e maior solidariedade aos países da América Latina.
Anteontem, em Madri, o presidente Fernando Henrique Cardoso criticou a insensibilidade norte-americana ao não ajudar os países pobres da América Latina. As queixas de FHC foram feitas em conversa com o presidente mexicano, e captadas por microfones de televisão que estavam próximos aos dois. FHC disse que seu comentário foi ‘‘normal’’, ao comparar o que ocorreu na Europa, onde ‘‘os países mais ricos ajudaram os mais pobres’’.
Entre os símbolos mais presentes na manifestação estavam cartazes contra os EUA, bandeiras cubanas e palestinas e retratos de ‘‘ícones’’ como Fidel Castro, Che Guevara, Josef Stálin e Karl Marx.
Nos últimos dias, diversos debates, atividades culturais e movimentações contra a globalização foram realizados em Madri. Em nenhum foi registrado incidentes.
Ontem, um forte esquema de segurança envolveu a manifestação. O número de homens foi maior próximo aos restaurantes da rede McDonald’s -a rede norte-americana é considerada um dos alvos prediletos dos protestos antiglobalização.

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