A direção da Milenia Agro Ciências prorrogou para o próximo mês a decisão sobre a localização de sua matriz. A empresa, que representa a fusão da londrinense Herbitécnica com o grupo gaúcho Defensa, negocia com o governo estadual a liberação imediata de 40% dos créditos do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O presidente da Milenia, Oswaldo Pitol, informou ontem que a dilação do prazo se deve ao pacote fiscal do governo do Paraná, anunciado ontem. Ele afirmou que a decisão final sai até o final deste ano.
‘‘É um momento de dificuldade para todos e por isso entendemos que seria de bom senso esperarmos mais um pouco’’, afirmou Pitol. A presidência da empresa e a grande maioria dos diretores permanecem nas instalações que pertenciam à Herbitécnica, na Cidade Industrial de Londrina. A Milenia tem acordo com o governo do Rio Grande do Sul de liberação imediata do crédito do ICMS, que está influenciando na decisão da empresa, que não descarta a possibilidade de estruturar sua matriz no Rio Grande.
Ontem à noite, cerca de 400 pessoas participaram de uma recepção oferecida pela empresa no Parque Governador Ney Braga, que oficializou a fusão das empresas londrinense e gaúcha, resultando na Milenia Agro Ciências, a maior empresa da América Latina no setor agroquímico e que figura entre as maiores no ranking paranaense. A previsão de faturamento é de US$ 250 milhões para este ano e US$ 300 milhões para 99. Hoje, a diretoria da Milenia estará em São Paulo fazendo a apresentação oficial da nova indústria para 160 empresários do setor agroquímico, setor que deve movimentar este ano US$ 2,6 bilhões.
De acordo com Pitol, o secretário estadual de fazenda, Giovani Gionédis, se comprometeu verbalmente a atender ao pleito da empresa. Segundo ele, a Milenia tem atualmente um crédito superior a US$ 5 milhões de ICMS. Pela legislação, 40% do crédito do imposto pode ser utilizado pelas empresas, mas a liberação tem demorado mais de 120 dias. Ainda de acordo com Pitol, após o início das negociações com o governo estadual, a liberação dos créditos começaram a ocorrer mais rapidamente. ‘‘O governo já nos deu uma demonstração de boa vontade’’, elogiou.Arquivo FolhaMomento críticoOswaldo Pitol, da Milenia: ‘‘Entendemos que seria de bom senso esperarmos mais um pouco’’Pedro Livoratti

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