Milenia 'escala' 74 posições em um ano
A Milenia, de Londrina, subiu 74 posições no ranking da Exame, que aponta as 500 melhores e maiores empresas do Brasil. Nesta edição da revista, a empresa foi classificada em 242º lugar, com faturamento de US$ 303,1 milhões. Em 98, estava em 316º com uma receita de US$ 214 milhões. O crescimento das vendas no ano passado foi de 41,5%, sendo que apenas 50 entre as 500 empresas listadas apresentaram aumento maior do que este índice.
Entre as paranaenses, a Milenia foi a 3ª colocada no item crescimento das vendas, 7ª colocada em retorno de investimento no ano, 2ª colocada na análise de geração de riqueza por emprego e 7ª em liquidez corrente.
O presidente da Milenia, Osvaldo Pitol, lembrou que no ano passado a empresa perdeu R$ 30 milhões com a desvalorização cambial, já que a maior parte dos insumos é importada. O grosso da nossa dívida é em dólar.
Pitol acredita que o fato de ter melhorado 74 posições não é apenas mérito da Milenia. De modo geral, as empresas pioraram o desempenho em 99. Registramos crescimento no faturamento mas a maioria das empresas teve problemas, avaliou.
Outra empresa londrinense entre as 500 maiores do País foi a Cacique, que ficou em 314º lugar cinco posições a mais do que no ano passado, quando ficou em 308º. Segundo a Exame, a empresa teve um faturamento de US$ 232,1 milhões em 99, com um crescimento das vendas de 6,3%. O presidente da Cia. Cacique de Café Solúvel, Sérgio Coimbra, disse que a empresa está focada no futuro. No último dia 30, a companhia inaugurou uma nova unidade industrial em Londrina, com investimentos de US$ 25 milhões.
A Corol Cooperativa de Rolândia entrou na lista da Exame pelo segundo ano consecutivo. Em 496º lugar, a cooperativa teve um faturamento de US$ 132,8 milhões no ano passado. O presidente da Corol, Eliseu de Paula, ficou satisfeito com a posição da cooperativa no ranking. Além de valorizar o nome Corol, aumenta nossa responsabilidade porque todo o mercado se volta para a lista da Exame, considera.
Paula lembrou que a Corol tem apresentado crescimento no faturamento de 15% ao ano desde 1996. Já o número de associados saltou de 2,2 mil para 3,5 mil nos últimos dois anos. A área de grãos aumentou 20% e, o café, 10% ao ano nos três últimos anos. Também passamos a investir em laranja neste período, contou. Atualmente, a soja é o principal produto, representando 20% dos negócios da cooperativa. Desde 97, a soja cresceu 40%, disse. Ele acredita que o bom desempenho da Corol se deve a uma política agressiva de busca de novos associados e melhoria na prestação dos serviços. (Cláudia Lopes)





