Mídia expõe discrepâncias no relatório final de Quebec
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segunda-feira, 23 de abril de 2001
France PresseDo Rio 
A imprensa brasileira destacou ontem as discrepâncias expostas na Carta de Quebec, documento que definiu janeiro de 2005 como prazo final das negociações para a criação da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA). Reunião foi marcada por divergências, ressaltou o jornal econômico Valor. O tom de divergências em relação à ALCA ficou evidenciado pela inclusão final de uma reserva feita pela Venezuela sobre a data final para o entendimento, em dezembro de 2005, destaca o Valor.
O jornal Gazeta Mercantil colocou em dúvida a criação da ALCA, com a manchete: ALCA: possível, provável, mas ainda incerta. Em seguida, o jornal afirma que a reunião de cúpula com 34 presidentes do continente terminou envolta em tantas névoas quanto as das bombas de gás lacrimogêneo que explodiram na cidade. A conclusão é pouco nítida: a criação da área de livre comércio desde o Alasca até a Terra do Fogo pode ser possível, talvez provável, mas ainda não é uma certeza.
Como quer o Brasil, ALCA só sai em 2005, titulou por sua vez o Jornal do Brasil, do Rio de Janeiro, que acrescentou que pelo menos em relação ao prazo para a criação da ALCA, a posição brasileira prevaleceu. O jornal carioca também ressaltou a batalha entre Brasília e Washington para a abertura de seus respectivos mercados.
O jornal O Globo destacou o compromisso dos participantes da reunião de Quebec para combater a pobreza no continente. Plano contra pobreza marca fim da reunião da ALCA afirmou O Globo, que acrescentou: O documento final da Cúpula das Américas firmou o compromisso dos 34 países participantes de reduzir pela metade a pobreza na América Latina e no Caribe.
Sem democracia não se entra na ALCA, diz cúpula, titulou o jornal O Estado de S. Paulo antes de acrescentar que a formação da ALCA e a defesa do sistema democrático foram temas dominantes na 3ª Cúpula das Américas. Por outro lado, o jornal Folha de S.Paulo afirmou: Brasil faz cúpula interna sobre a Alca, explicando que o Brasil começa a definir no dia 9 de maio como vai negociar (ou não) sua adesão à ALCA que, se vier de fato a ser constituída, será o maior bloco comercial do planeta, com seus 800 milhões de habitantes e uma economia de 12 trilhões de dólares.


