Curitiba - A Microsoft Brasil, que atua há 18 anos no País, anunciou ontem os planos de expansão para a região Sul. O escritório de Curitiba, que está em funcionamento desde 1998, passará a atender os Estados do Paraná e Santa Catarina. A meta da companhia é atingir um crescimento de 50% no faturamento dentro de um ano e meio no Sul, com base nas oportunidades que trazem as pequenas e médias empresas. No entanto, a empresa não revela números porque tem capital aberto. A idéia da companhia é tornar-se mais pró-ativa aproveitando os incentivos que o governo federal oferece para as empresas se informatizarem.
Em entrevista coletiva, o presidente da Microsoft Brasil, Michel Levy, disse que a empresa opera no mercado através de parceiros. ''A Microsoft não vende uma agulha de forma direta no Brasil, só através de parceiros'', afirmou. Hoje, conta com 7.300 parceiros no País que desenvolvem, comercializam ou revendem soluções baseadas na plataforma tecnológica da companhia, sendo cerca de 900 no Paraná. A meta é elevar em 20% o número de parceiros no País até junho de 2008. Em Curitiba, a empresa tinha dois profissionais e vai aumentar este número para nove. No total, foram contratados 24 profissionais para a estratégia de expansão geográfica.
Hoje, o mercado de tecnologia da informação (TI) cresce a uma taxa de 15% a 17% ao ano. A meta da Microsoft é ter um crescimento superior a este segmento. No Brasil, a empresa conta hoje com 520 funcionários e mantém oito escritórios regionais: São Paulo (SP), Ribeirão Preto (SP), Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG) e Recife (PE).
Para cada US$ 1 de receita da Microsoft no Brasil, outros US$ 17,38 são gerados para a economia local. Segundo Levy, a empresa atua em três vertentes de cidadania: educação, inovação (com pesquisa e desenvolvimento) e geração de empregos. Ele lembrou que a companhia doou softwares e conteúdo para qualificar 225 mil jovens dentro do Programa Primeiro Emprego do governo federal. A cada ano, são investidos US$ 6,6 bilhões em pesquisa e desenvolvimento. O faturamento mundial da empresa no ano fiscal de 2007, encerrado em junho, foi de US$ 51,12 bilhões, com um crescimento de 15% em relação ao ano anterior. A companhia conta ainda com 22 centros de inovação, sendo um em Curitiba, para o desenvolvimento de tecnologia. Ainda mantém parcerias com 40 instituições de ensino como UTFPR, Unopar, Unipar, Univale (Itajaí) e Furb (Blumenau).
Levy acredita que a liminar do Supremo Tribunal Federal (STF) que anulou, na semana passada, os incentivos fiscais para as empresas de informática do Paraná não vão afetar os negócios de curto prazo da Microsoft. ''Ainda não consigo avaliar o impacto'', disse.
Ele comentou ainda que a pirataria ''não é um fenômeno exclusivo do mercado de software mas de outros setores''. ''A Microsoft não é polícia mas, procura mostrar os riscos de utilizar um software pirata'', afirmou. Ele acredita que ainda há muito por fazer na área de combate à pirataria no Brasil.

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