Micros já são metade das empresas do País
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quarta-feira, 03 de outubro de 2012
Redação FolhaWeb 
O Brasil é o País das microempresas. É o que aponta um estudo inédito realizado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) divulgado ontem. De acordo com a entidade, em todo o território nacional existem por volta de 12,9 milhões de empresas - incluindo matrizes e filiais. Do total, 46,82% representam empreendimentos com faturamento anual entre R$ 60 mil e R$ 360 mil, algo em torno de 6,03 milhões de estabelecimentos. Logo na sequência estão os Microempreendedores Individuais (MEI), com representatividade de 30,41% e faturamento/ano de até R$ 60 mil. O IBPT realiza os cálculos através do Empresômetro, uma ferramenta que utiliza como base de dados as informações divulgadas pelas próprias empresas, Receita Federal, Secretarias da Fazenda, Juntas Comerciais, IBGE, entre outras entidades.
O Paraná possui por volta de 891.570 empresas e, com base nos números nacionais, boa parte delas também engrossa a fatia de microempresas. Quem lidera o censo dos empreendimentos é o estado de São Paulo, com 3,78 milhões de estabelecimentos, seguido de Minas Gerais (1,25 milhões) e Rio de Janeiro (1,05 milhões).
De acordo com o coordenador de estudos do IBPT, Gilberto Luiz do Amaral, este é o maior levantamento já realizado sobre o assunto e os números totais acabaram surpreendendo. ''Tivemos acesso a diversos estudos oficiais como os do Rais e IBGE. Em alguns deles o número de empresas calculadas foi bem menor do que o do nosso levantamento. Este resultado impressionante demostra que o brasileiro é um empreendedor, o que ajuda a nossa economia a se consolidar cada vez mais.''
Só neste ano, entre 1º de janeiro e 1º de outubro, 1,29 milhão de empresas foram criadas no País. A marca de 1 milhão foi atingida em 30 de julho, com 32 dias de antecedência em relação ao ano passado. ''Em 2012, a aceleração se dá por conta dos MEIs. As outras modalidades sofreram queda em comparativo aos anos de 2010 e 2011, quando a economia estava mais acelerada'', salienta o economista
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