Agência Estado
De São Paulo
A participação de micro e pequenas empresas (receita de até US$ 350 milhões anuais) nas exportações brasileiras está crescendo. No setor de móveis, houve um incremento de 50% tanto no número de empresas quanto na receita, segundo dados da Apex (Associação de Promoção às Exportações). Só para a Alemanha, foram vendidos o equivalente a US$ 10 bilhões.
‘‘Nossa meta é elevar a participação das micro e pequenas empresas nas exportações para patamares muito mais altos, como na Itália, França e Estados Unidos’’, afirma André Melo, da divisão de negócios do Sebrae-SP, que atua junto com a Apex em programas de incentivo às vendas externas. Em 1998, as vendas externas das micro e pequenas representaram 1,7% da receita das exportações. Em países como a Itália, por exemplo, a participação chega a 50%, uma meta ainda bastante inacessível no Brasil.
Os programas do Sebrae e da Apex voltados para elevar as vendas de pequenos exportadores atingem 33 mil empresas nos segmentos de frango, chocolate, calçados, vestuário, têxtil, frutas e gemas. Dentro de um dos programas de estímulo às importações, as vendas externas de rochas ornamentais, segundo estimativas recém-divulgadas, devem crescer para entre 15% e 20% da produção nacionais, ante 7% no ano passado, totalizando US$ 550 milhões até 2005.
As iniciativas, no entanto, não são sucesso absoluto. Um exemplo é o desempenho do site de comércio eletrônico Best (bestbrazil.com), que desde maio oferece produtos de micro e pequenas empresas brasileiras nos Estados Unidos. Movimentou US$ 2,5 milhões até o fim do ano, valor que ficou 90% abaixo da meta estipulada para o primeiro ano. O site oferece gemas, jóias, objetos de decoração e louças.
Segundo André Melo, do Sebrae-SP, a falta de capacitação tecnológica de muitas das empresas e de financiamento para as micro e pequenas foi responsável pelo não-cumprimento das metas no período. O Sebrae, no entanto, mantém a meta projetada para cinco anos, de vendas acumuladas em US$ 235 milhões. Melo acredita que os programas de estímulo à participação dos pequenos nas exportações serão suficientes para melhorar os últimos números e atingir a meta de vendas. O público alvo do Best é o consumidor final norte-americano, que compra US$ 170 milhões por meio de marketing direto, no qual o comércio eletrônico está incluído.

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