Microindústria é uma tendência em crescimento
PUBLICAÇÃO
sábado, 08 de agosto de 1998
Agência Estado 
Ao contrário da Europa, onde predominam pequenas cervejarias, poucas empresas controlam o mercado na América Latina. No Brasil, por exemplo, Brahma (incluindo a Skol) e Antarctica respondem por 78,5% do consumo nacional e estão entre os 15 maiores fabricantes do mundo. A liderança da americana Anheuser-Busch, fabricante da Budweiser, é massacrante, com 140 milhões de hectolitros/ano (9% do mercado global), duas vezes o total brasileiro.
Os países desenvolvidos apresentam tendência de estabilidade ou queda na produção. O declínio é constatado na Inglaterra, França, Bélgica e Austrália,
além da Alemanha, onde a capacidade ociosa está forçando um processo de fusões entre as 1.250 cervejarias. Nos EUA, porém, o momento é de expansão das microcervejarias. A moda está nos brewbubs, restaurantes que elaboram e servem suas próprias cervejas.
Os grandes fabricantes vêm adotando uma agressiva estratégia de fusões, incorporações e participações para ampliar sua presença no mercado mundial. A Anheuser-Busch, por exemplo, adquiriu participações na Modelo (México), Antarctica (Brasil) e CCU (Argentina), além de ter uma joint-venture com a Kirin (Japão). A Heineken comprou 15% da Quilmes (Argentina) e 12% da Kaiser (Brasil) e a Miller fez uma joint-venture com a Brahma para distribuição de seus produtos no Brasil e e outros países latino-americanos.
Nos últimos anos, enquanto Brahma e Antarctica brigaram de foice pela liderança do mercado brasileiro, alternando o primeiro lugar no ranking, as cervejarias menores - Kaiser e Schincariol - aproveitaram para abocanhar fatias maiores do mercado.


