Microempresas são 92% do total em Londrina
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Nelson Bortolin<br>Reportagem Local 
As microempresas representam 92% dos estabelecimentos existentes em Londrina e empregam 35% da mão de obra total da cidade. Os números, referentes ao ano de 2010, integram um estudo realizado por alunas do curso de administração da UniFil. Coordenado pela professora e economista Maria Eduvirge Marandola, o trabalho foi premiado durante o Congresso Nacional de Iniciação Científica (Conic), no início de dezembro, em São Paulo.
Quando somadas, as micros, pequenas e médias empresas da cidade representam 99,92% dos estabelecimentos e 84% da mão de obra empregada. Já as de grande porte ficam com 0,09% do número total e 16% dos trabalhadores. A pesquisa considera micros os estabelecimentos com até 19 empregados. Os pequenos são aqueles que têm de 20 a 99 trabalhadores; os médios, de 100 a 499; e os grandes, 500 ou mais.
Segundo o estudo, há 15.800 micros e pequenas empresas na cidade e o número delas cresceu em média 4,2% ao ano e 5,9% ao ano, respectivamente, no período de 1998 a 2010. As estudantes do 3º ano de administração, Jociane Nascimento Marçal Lupatelli, Cintia Aparecida Martins Harmatiuk e Luanda Vieira Diniz entrevistaram 120 empresários londrinenses.
O levantamento traz outros dados relevantes. As mulheres são maioria (65%) à frente das micros e pequenas empresas. Metade dos empreendedores tem formação universitária: 36,4% com graduação e 14,5% com pós-graduação.
As queixas principais apontadas pelos empresários são: a falta de incentivo para abertura do negócio (95%), excesso de tributos e encargos (41%) e concorrência com marcas estabelecidas (52%). Dentre os entrevistados, 61% disseram que o capital de giro é a grande dificuldade do momento.
O trabalho "Micros e pequenas empresas: um estudo com empresários de Londrina" teve início em 2010. A intenção para 2013 é realizar uma investigação mais detalhada e segmentada. "Vamos prosseguir o projeto, nos aprofundando nas questões que já foram levantadas e também fazendo a segmentação das empresas nos setores de comércio e indústria", afirma a professora.
Sobre as razões da participação expressiva das mulheres nos negócios, ela diz que ainda é preciso estudar mais o dado. "O fato é que elas são a grande maioria nos micro e pequenos estabelecimentos", destaca.
De acordo com Maria Eduvirge Marandola, Londrina segue uma tendência nacional quanto ao porte das empresas. "Em todo o País, as micros e pequenas ocupam um lugar extremamente importante. Pode-se dizer que a mobilidade social está alicerçada nessas empresas", declara.
Para a estudante Luanda Vieira Diniz, além da representação das mulheres, chamou a atenção no estudo o tempo de vida das empresas. "Metade delas tem 5 anos ou mais de existência. Isso é muito bom porque o índice de mortalidade dos empreendimentos no Brasil é muito alto", afirma.


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- Família de mulheres empreendedoras


