Curitiba - As empresas com até quatro funcionários geraram pouco mais de um terço das vagas formais de emprego abertas no mês passado, quando foi registrado o melhor resultado da história para um mês de fevereiro. Em todo o país foram 103 mil contratações feitas pelas microempresas. As que empregam entre cinco e 19 pessoas geraram 8,4 mil postos de trabalho (3% do total) e as que possuem entre 20 e 99 funcionários, 45,5 mil (16,2%).
No total, as micros e pequenas empresas (MPE) contrataram 157.247 profissionais com carteira de trabalho assinada, 56% do volume total registrado no país no período (280.799). Em 2010, as micros e pequenas responderam por 80% dos empregos gerados no País, o que foi equivalente a 2 milhões de vagas.
Os dados foram levantados pelo Sebrae a partir dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. Pela metodologia do Caged, é considerada MPE as companhias que empregam menos de 99 pessoas. ''Estamos com um ambiente macroeconômico propício à criação de empresas'', disse o responsável pela análise dos dados no Sebrae, Leonardo Mattar.
As empresas do setor de serviços geraram metade das vagas abertas nas micros e pequenas. Apesar de manter a liderança na geração de postos de trabalho, a participação das MPE dentro do volume total recuou em relação a janeiro, quando elas responderam por 80% do emprego gerado. Isso se deve a um avanço das médias e grandes, que historicamente geram mais vagas no primeiro trimestre do ano, segundo Mattar. Ele destacou que, tradicionalmente, o comércio é o setor que mais gera vagas. No entanto, acredita que a liderança de serviços tenha sido uma questão sazonal.
Uma evidência é o fato de que a indústria de transformação, onde predomina a atuação das empresas de porte maior, teve importante papel na expansão do mercado de trabalho. Em fevereiro o setor respondeu por 21,4% dos empregos.
Ele acredita que em 2011 o processo de crescimento e estabilidade econômica do País deve contribuir para a geração de empregos. Prevê que mais de 50% dos empregos do Brasil sejam abertos pelas micros e pequenas empresas, podendo chegar a 70%. Os setores que mais devem abrir vagas são comércio, serviços e a indústria, nesta sequência.
No volume total de vagas abertas no país, a construção civil responde por 10,9% das contratações e a agricultura, por 7,4%.
No acumulado dos dois primeiros meses de 2011, já são 448.742 vagas com carteira de trabalho assinada. A previsão é chegar a 3 milhões de empregos até o fim do ano, segundo Carlos Lupi, ministro do Trabalho. Em 2010, foram gerados 2,5 milhões de vagas.

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