Atualizados com as tendências de mercado e informados sobre os setores nos quais estão as melhores oportunidades de negócios, os pequenos e microempresários de São Paulo deixam de investir na tradicional venda de roupas e alimentos para buscar nas empresas virtuais e nos serviços voltados ao turismo sua fonte de renda.
Os números registrados este ano no atendimento a pessoas interessadas em abrir uma empresa do Serviço de Apoio às Micros e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP), o Balcão Sebrae, mostram que o setor de alimentação, por exemplo, o líder de interesse em 1998, não é mais o de maior procura por parte de quem pretende montar seu próprio empreendimento.
Em 1999, a tendência do ano interior foi mantida, explica o coordenador do Balcão Sebrae, Sandro Luiz Neves, mas o Sebrae-SP não dispõe de dados tabulados com relação à procura por informações no ano passado. Nos dois primeiros meses de 2000, informações sobre a abertura de indústria de confecção e agência de turismo foram as mais solicitadas nos pontos de atendimento do Sebrae-SP na capital.
Segundo o coordenador do Balcão, também merece destaque o interesse dos futuros empresários pelas atividades ligadas à Internet. Esse fator trouxe os números do quesito representação comercial para o terceiro lugar entre os de maior interesse, tanto na capital quanto no interior.
‘‘Há bastante curiosidade sobre as empresas virtuais principalmente para prestação de serviços e venda de produtos por meio da Internet’’, diz Neves. Ele explica que o registro legal mais próximo desse tipo de atividade é o de representação comercial.
Fora da Grande São Paulo, as atividades ligadas ao turismo rural e à abertura de pousadas também estão em alta. De acordo com Neves, assim como as empresas voltadas para a Internet, esse é um segmento com tendência a manter essa demanda elevada. Em 1998, além do comércio de alimentos, outros segmentos bastante procurados foram a abertura de bar e lanchonete, escola infantil e comércio de roupas.

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