Curitiba - Pequenos empreendedores podem apostar no setor da panificação. Com pouco mais de R$ 12 mil e um espaço não superior a 12 metros quadrados, o microempresário pode montar um pequeno negócio, chamado de ''Ponto Quente''. No local, ele pode colocar um forno elétrico, geralmente usado em lojas de conveniência e que é adequado para assar pães congelados. A capacidade de produção é de 400 pães por hora.
Com um pouco mais, cerca de R$ 18 mil, o empresário pode comprar o equipamento próprio para a chamada ''padaria vipão''. Para este tipo de empreendimento, são necessários ao menos 15 metros quadrados. A capacidade de produção é de 6 mil pães por dia. ''Apesar da crise econômica, o mercado alimentício não sofre tantos reflexos. Ele é sempre o último a sentir a crise e o primeiro a sair dela. Temos espaço para crescer neste setor no Paraná. Nossa previsão é a de que o mercado da panificação cresça 5% ao ano nos próximos anos'', afirma otimista Flávio Moura, diretor de vendas da Perfecta, empresa que vende equipamentos de panificação.
O modelo vipão tem 12 metros quadrados e vem com quatro equipamentos básicos: massadeira (mistura os ingredientes), divisora (divide em 30 pedaços iguais - pães franceses de 50 gramas), modeladora (vai modelar o pão) e forno vipão (pode ser elétrico ou a gás). O equipamento vem com uma estufa acoplada. Cada fornada pode assar cerca de 810 pães franceses.
Para megaempresários já está disponível no mercado o Coliperfecta adequado para o ultracongelamento de grandes quantidades de pães que serão distribuídos para outras panificadoras. É uma central de produção. Com câmeras de ultracongelamento ou túneis, o equipamento conserva o produto numa temperatura de 40 graus negativos. O investimento para este tipo de negócio é de, no mínimo, R$ 50 mil. A capacidade de produção é para 30 quilos de pães e tortas por hora podendo chegar, dependendo do modelo, a duas toneladas de pães e tortas por hora.
A Perfecta encaminha o empresário para buscar crédito no Serviço Brasileiro de Apoio à Pequena e Microempresa (Sebrae). De acordo com a assessoria de imprensa, para obter crédito o empresário tem que passar por um curso chamado de ''Brasil Empreendedor''. Quarenta por cento das pessoas que fazem o curso descobrem, de acordo com o Sebrae, que o problema da falta de crédito pode ser resolvido com gestão empresarial sem a necessidade de tomada de empréstimo.
O Sebrae oferece várias linhas de financiamento. As principais são realizadas com a Caixa Econômica Federal (CEF) e o Banco do Brasil (BB) para capital de giro, investimento fixo e investimento misto. O tipo de empréstimo mais acessível para o empresário é o Programa de Apoio Tecnológico para a Pequena e Micro Empresa. Os juros são baixos, valor da taxa referencial (TR) mais 1% ao mês. No entanto, a burocracia para conseguir a liberação do empréstimo é grande.
O Sebrae avalia através de um consultor externo as possibilidades de investimento do empresário, para saber se os recursos serão necessários e se o lojista e/ou comerciante terá condições de ressarcir o valor pago. A intenção da burocracia, relata a assessoria de imprensa, é fechar as portas para a aplicação irregular de créditos.

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