Microempresário deve buscar saída para altas taxas
Os recentes aumentos nas taxas de juros da economia têm um gosto amargo para os micro e pequenos empresários. O problema vai além do encarecimento de empréstimos e financiamentos, já que o cenário de incertezas contribui para a redução na oferta de crédito pelas instituições privadas. Para sobreviver, segundo especialistas, o microempresário deve aliar uma eficaz política de corte de custos e estratégias ousadas para sustentar as vendas.
De acordo com Francisco Guglielmi, professor da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a melhor alternativa para o empresário, hoje, é evitar o uso de capital de terceiros. ''Quando o cenário é de instabilidade, os bancos fecham as torneiras para a pessoa jurídica e costumam oferecer como alternativa as linhas destinadas às pessoas físicas, com juros muito altos''.
A melhor alternativa para quem depende de crédito para manter a rotatividade do negócio, de acordo com o consultor, é tentar a negociação direta com os fornecedores. Da mesma forma, ele recomenda propor a clientes descontos para os pagamentos realizados antes do prazo acertado.





