Microcrédito também exige análise de risco
De acordo com o professor de estratégica do ISAE/FGV, Luciano Salamacha, a inadimplência é muito baixa nesse segmento, que tem as mulheres como maioria nos contratos. No entanto, para ele, quem precisa ser alertado para os riscos da facilidade de concessão de crédito são aqueles que estão oferecendo o dinheiro, pois são eles que correm o risco de não receber o valor de volta. ''Já para as pessoas que fazem empréstimos, é preciso alertá-las para o fato de que não saber utilizar o valor pode ser o caminho para quebrar uma empresa'', declara Salamacha, orientando que o dinheiro do empréstimo ou microcrédito deve ser utilizado na atividade produtiva.
O coordenador de Acesso a Serviços Financeiros do Sebrae de Curitiba, Flávio Locatelli Júnior, ressalta que apesar das facilidades, as instituições também fazem análise de risco antes de fornecer microcrédito. Com o objetivo de facilitar a garantia, sem necessidade de fiador, por exemplo, algumas instituições utilizam um recurso denominado de ''aval solidário'', no qual um grupo de empresários assina os contratos de crédito em conjunto, tornando-se avalistas entre eles.
Na Casa do Empreendedor de Londrina os valores dos microcréditos concecidos variam de R$ 500 a R$ 20 mil e é exigida garantia. O prazo para pagamento é de até 24 meses e a taxa de juros é de 3,98%. A Casa foi criada em 1997 e desde então já fechou cerca de 15,5 mil contratos de microcrédito, disponibilizando um total de R$ 48,4 milhões em créditos. Apenas em 2010, a Casa do Empreendedor concretizou 1.820 contratos e colocou no mercado R$ 6,3 milhões por meio de microcrédito. Atualmente, a organização possui 1.750 contratos abertos e a carteira ativa é de aproximadamente R$ 3,9 milhões. (M.F.)





