Microcrédito ajuda artesão a fabricar violinos
O artesão Theodomiro Mendes de Carvalho é outro empreendedor que recorreu ao microcrédito. Ele fabrica violinos há mais de 20 anos e fez o empréstimo na Casa do Empreendedor apenas uma vez. ''Precisei do dinheiro para 'salvar a Pátria'. Geralmente não gosto de pegar empréstimos porque fica difícil para pagar'', comenta. A opção pela Casa do Empreendedor foi feita por causa dos juros mais baixos do que a média do mercado.
Ele começou a fabricar os instrumentos como uma opção ao desemprego. Hoje, seus violinos estão em todo o Brasil e em países europeus e nos Estados Unidos. Carvalho trabalha sozinho pela dificuldade de encontrar mão-de-obra qualificada. ''Para fabricar um violino é preciso ter vários cuidados porque pode comprometer a qualidade do som'', salienta. Seus instrumentos são vendidos diretamente aos músicos.
O músico, que ainda paga seu financiamento, é um dos integrantes da carteira ativa do microcrédito nacional, estimada em R$ 400 milhões. Segundo José Caetano Lavorato Alves, diretor da Associação Brasileira de Gestores e Operadores de Microcrédito, informa que 60% do volume do microcrédito é obtido na Região Nordeste do País. ''O apoio ao microcrédito depende de políticas públicas estaduais, que não há no Paraná'', afirma. Segundo ele, somente Londrina e Maringá têm casas de apoio aos microempresários. (F.M.)





