Micro popular poderá ser comprado em 2002
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terça-feira, 04 de setembro de 2001
Agência Estado 
A crise de energia elétrica e a volatilidade do dólar ajudaram a adiar o lançamento do computador popular em todo o País. O governo esperava que os equipamentos fossem comercializados a partir do final do ano, mas a produção só deve começar no primeiro semestre de 2002. Trata-se de uma máquina que custará no máximo R$ 950 e poderá ser financiada em até 36 meses.
De acordo com o chefe de gabinete do ministro das Comunicações, Marcus Pestana, seria um ''contra-senso'' estimular a compra de um novo aparelho num momento em que é preciso economizar eletricidade. No caso do câmbio, os técnicos do governo tiveram que rever os custos de fabricação do computador.
O projeto, que integra o conjunto de ações do governo federal no sentido de reduzir a exclusão social, tem como objetivo oferecer à população de baixa renda um microcomputador com preço mais em conta. Estima-se em 27 milhões de famílias das classes C e D o público alvo desse computador.
O governo ainda trabalha na definição dos últimos detalhes das linhas de financiamento e na configuração do computador popular.
Em outubro, os ministérios das Comunicações, da Ciência e Tecnologia e do Desenvolvimento se reúnem com a indústria para apresentar o projeto do computador popular. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financiará as empresas interessadas em produzir o equipamento, enquanto que a Caixa Econômica Federal apoiará o consumidor final. Segundo Pestana, a Caixa já garantiu novas linhas de crédito para que a população possa adquirir o computador com taxas de juros mais baixas que as oferecidas atualmente para computadores pessoais.


