Micotoxinas comprometem produtividade nas granjas
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 22 de outubro de 2002
Gilmar Agassi<BR>Equipe da Folha 
Cascavel - O médico veterinário José Augusto Santos, especialista em Suinotecnia, orientou produtores de Toledo e região para que façam o controle de micotoxinas na granja se quiserem evitar prejuízos com a atividade. Durante a palestra, ele enfatizou que as micotoxinas reduzem a imunidade dos animais ou provocam deficiências na produção.
Segundo o veterinário, nos suínos que estiverem com resistência baixa, a vacina, a vitamina e o antibiótico não atingem seus objetivos de proteger o animal. Ele observa que a presença de micotoxinas na alimentação do plantel refletirá em uma baixa produtividade. ''Hoje, o preço do suíno não é bom. Mas quando os preços se elevam e existe a oportunidade de ganhar dinheiro, o produtor não tem produtividade por conta das micotoxinas'', alerta.
José Augusto explica que a presença de fungos na alimentação dos animais na granja pode ser percebida quando as matrizes repetem muito o cio, quando nascem leitões com deficiências, ou então, quando há falta de pele no leitão para fechar o casco. ''Quando isso acontece é imediatamente ligada à presença da toxina na granja'', destaca.
O veterinário ressalta ser necessário manter o controle preventivo, tendo em vista que os cereais utilizados na alimentação apresentam altas taxas de contaminação por fungo. Ele acrescenta que foi desenvolvido um produto natural para ser misturado à ração dos suínos. ''A prevenção é infinitamente mais econômica que os prejuízos causados pela micotoxina'', conclui, lembrando da necessidade de se consultar um profissional da área antes de utilizar o produto.


