São Paulo - Doçura intensa, dimensão caramelizada e um toque de baunilha e chocolate. Charuto? Vinho? Não, café. Assim o presidente do júri do 5º Concurso de Café Especiais, Silvio Leite, talvez o maior degustador de cafés do País, descreveu o vencedor do concurso deste ano, o café da Fazenda Serra do Boné (MG).
O mercado de café especial representa apenas 2% ou 3% do mercado internacional, mas já tem uma cultura de degustação que coloca a bebida em pé de igualdade com o universo dos bons vinhos e charutos. ''Estamos aprendendo muito com a cultura do vinho'', afirma o presidente da Associação Brasileira de Cafés Especiais, Marcelo Vieira.
Assim como o vinho, o café especial também tem safra e origem controladas. No lugar dos sommeliers, estão os baristas, especialistas em tirar o melhor expresso ou cappuccino, na temperatura e densidade ideais. Tanta exclusividade pode elevar o preço de um lote de café às alturas. Um quilo do jamaicano Blue Mountain, o Romanée Conti dos cafés, ultrapassa a cifra de US$ 200.
Além de premiar o melhor café do ano no País, o 2º Encontro de Cafés Especiais, que termina hoje no Shopping Higienópolis, em São Paulo, também está selecionando os melhores baristas do País.

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