México pode aderir à APPC
Agência Estado
De Machado
Os produtores de café mexicanos poderão pressionar o governo do país a aderir às propostas da Associação dos Países Produtores de Café (APPC), segundo avaliou no último sábado a professora Patrícia Moguel, da Universidade Autônoma do México. Moguel, que participou no último final de semana da 1ª Conferência Internacional sobre Café Orgânico e Mercado Justo em Machado, no sul de Minas, disse que o País possui em sua maioria pequenos produtores de café. Dos 280 mil cafeicultores do México, 92% produzem em uma área menor que 5 hectares e, deste total, 70% estão produzindo em uma área menor do que 2 hectares.
A professora avaliou ainda que nos últimos meses, com as baixas cotações do produto, os produtores vêm enfrentando dificuldades de auto-sustentação e que o governo ainda não definiu uma política de apoio. A pressão, segundo ela, viria do grande número de cooperativas e entidades de produtores, principalmente a Confederación Mexicana de Productores de Café (CMPC), que reúne 52 associações em quatro Estados e que se firmou como uma das entidades mais fortes do país. Os obstáculos a serem enfrentados pelos produtores seria a atual política econômica do México, baseada na manutenção do livre comércio e competição e preocupada em respeitar o Tratado de Livre Comércio entre México, Estados Unidos e Canadá (Nafta).





