Genebra - Nem a participação do Brasil no comércio agrícola mundial conseguiu fazer que o País obtivesse um maior espaço. Em 1980, o País representava 3,4% do comércio mundial de bens agrícolas e 4,2% das trocas de alimentos. Vinte anos mais tarde, o Brasil representava 2,9% do comércio agrícola e 3,2% do setor de alimentos. O fraco desempenho dos produtos nacionais no mercado internacional ainda fez com que o Brasil perdesse espaço entre as próprias economias latino-americanas. Em 1990, o País representava 21,4% das exportações da região. Em 1999, a participação era de apenas 16,2%. Enquanto isso, o México passava de 27% para 46% das exportações latino-americanas.
O México ainda é o país latino-americano mais bem posicionado no ranking da OMC e, com 2,2% das exportações mundiais, ocupa a 13º posto. Os mexicanos somam mais de US$ 165 bilhões em vendas, valor 50% superior às exportações de Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai juntos. No ano passado, porém, a taxa de crescimento nominal das exportações da América Latina foi de 9%, três vezes maior que a taxa do México, que sofreu com a queda na economia americana. No lugar dos mexicanos, portanto, o motor das exportações da região passou a ser o Mercosul, liderado pelo Brasil. ''O crescimento das exportações da América Latina pode atribuir-se em grande medida ao aumento dos envios procedentes de países do Mercosul, em particular do Brasil'', afirma a OMC.
Com US$ 50,7 bilhões em importações, o Brasil apresentou um crescimento de apenas 2% em relação à 2002, uma das menores taxas, e ficou com 0,7% das importações mundiais. Em 1999, o País era 22º maior importador do mundo, com US$ 51,7 bilhões em compras. Para a OMC, o aumento tímido das importações ocorre diante da debilidade da economia, cenário que terá de mudar se Brasil quiser continuar modernizando seu parque indusrial para ser competitivo.
Já no comércio de serviços, o Brasil nem sequer aparece na lista dos 30 maiores exportadores. A classificação é liderada pelos Estados Unidos, com 16% do mercado, seguido pelo Reino Unido. Já entre os importadores de serviços, a abertura dos mercados permitiu que País ocupasse a 30 posição, com US$ 14,6 bilhões em compras, o que representou 0,8% do mercado mundial.

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