O México vai comprar três aviões da Embraer. A decisão do governo mexicano foi anunciada ontem pelo ministro das Relações Exteriores, Jorge Castañeda, em Brasília, durante sua primeira visita a um país latino-americano desde que o presidente Vicente Fox assumiu, no fim de 2000.
A Secretaria de Defesa Nacional do México encomendou três jatos modelos EMB-145, com radares, para o controle do narcotráfico, o mesmo modelo que a Embraer construiu para o sistema Sivam, de vigilância da Amazônia. ‘‘A intenção com esta visita é anunciar o negócio para o combate ao narcotráfico e fortalecer a relação bilateral’’.
A operação, que deve custar entre US$ 230 milhões e US$ 250 milhões, de acordo com o chanceler mexicano, não foi decidida por meio de licitação, mas por um processo de concorrência, em que a Embraer concorreu com uma empresa sueca. Segundo Castañeda, a fabricante de jatos canadense Bombardier não participou.
Na opinião do chefe do Departamento Econômico do Itamaraty, embaixador José Alfredo Graça Lima, a compra não chega a ser uma manifestação de apoio político ao Brasil, no momento em que o País está na fase mais crítica da disputa com o Canadá, por causa das duas fabricantes de jatos. Mas o embaixador avalia que o negócio teve impacto positivo.

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