Curitiba A necessidade de se medir e pesar produtos em todos os ramos empresariais brasileiros e internacionais é o tema do Metrosul III Um caminho no terceiro milênio. O encontro começou anteontem em Curitiba e está dividido em cinco eventos simultâneos: III Congresso Latino-Americano de Metrologia e Ensaios, III Congresso Internacional de Metrologia em Química, II Congresso Ibero-Americano de Laboratórios, II Seminário Internacional de Metrologia e Ensaios na Indústria Automotiva e II Simpósio Internacional de Metrologia em Saúde.
Uma feira com equipamentos apresenta produtos de 30 diferentes empreendedores. ''As relações entre os países não estão apenas baseadas em barreiras tarifárias e, sim, técnicas. Quem não estiver adequado tecnicamente, não tiver qualidade em seus produtos não irá exportar'', salientou Júlio Felix, presidente do Metrosul e diretor de certificação do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar).
Participam do encontro representantes da metrologia do Brasil, Áustria, Austrália, Estados Unidos, Canadá, Portugal, Espanha, Uruguai e Argentina. ''A idéia é discutir a metrologia como impulsionadora da economia, do mercado de exportações da América Latina'', disse ele. A metrologia em saúde é nova para o Brasil e está sendo discutida com maior ênfase no encontro. ''Hoje a metrologia pode ser usada nos equipamentos que verificam temperatura e pressão, na quantidade dos componentes das fórmulas dos medicamentos, na medição de cores dos exames para gravidez. A metrologia vem para diminuir as incertezas na área de saúde'', argumentou.
O diretor do Instituto Nacional de Metrologia no Brasil (Inmetro), João Herz da Jornada, enfatizou a necessidade de disseminar os padrões nacionais de medida. Atualmente, cerca de 160 laboratórios estão credenciados para auxiliar a indústria brasileira. Nos próximos cinco anos, a previsão é de que cerca de 300 laboratórios estejam credenciados para adequar as empresas às normas e guias internacionais.

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