Metas fiscais serão reprogramadas
Chegou ontem a Buenos Aires a missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) que se encarregará de reprogramar as metas fiscais deste ano. A reprogramação será imprescindível, já que a meta de déficit fiscal do primeiro trimestre, originalmente pactada em US$ 2,1 bilhões, foi amplamente ultrapassada, e segundo projeções oscilaria entre US$ 3,1 bilhões a US$ 3,4 bilhões.
O ministro argentino da Economia, Domingo Cavallo, sustenta que a meta anual, de US$ 6,5 bilhões, será cumprida à risca. Por esse motivo será necessário restabelecer as metas para os trimestres restantes. No entanto, o desvio da meta deste ano implicará em um ajuste para os trimestres futuros, já que a margem de déficit restante é de pouco mais de US$ 3 bilhões.
O governo considera que não haverá problemas para cumprir a meta, já que espera conseguir US$ 3 bilhões com o imposto sobre as operações financeiras. Além disso, já estão garantidos outros US$ 3 bilhões com a emissão de um grupo de bônus.
Apesar do desvio, o FMI não colocaria obstáculos para a entrega da próxima remessa de dinheiro da blindagem financeira concedida no início do ano. A próxima remessa, de US$ 2,2 bilhões será entregue em maio.





