Metas fiscais com FMI serão revistas em junho Agência Folha De Brasília O governo brasileiro e o FMI (Fundo Monetário Internacional) devem deixar para junho a revisão das metas fiscais do segundo semestre deste ano. A quinta revisão do acordo foi iniciada ontem com reuniões da missão técnica do Fundo com o ministro da Fazenda, Pedro Malan. A missão é chefiada pela economista Teresa Ter-Minassian, diretora-adjunta do Departamento do Hemisfério Ocidental do FMI, e fica no País até o final da semana que vem. Na revisão de novembro de 99, as metas anuais de superávit primário (economia de receitas para o pagamento de juros) fixadas para setembro e dezembro deste ano foram classificadas como ‘‘metas indicativas’’. Na terminologia do FMI, quando as metas se transformam em ‘‘critérios de desempenho’’, o País tem de cumpri-las sob pena de não receber mais recursos do Fundo. Oficialmente, a missão do FMI deverá analisar apenas os resultados fiscais e as metas para a dívida externa fixados para dezembro de 99. ‘‘Não se espera que dessa rodada de conversas resulte qualquer modificação substantiva nos termos do acordo em andamento com o FMI’’, disse uma nota do Ministério da Fazenda divulgada ontem. Mas temas como a alta dos preços do petróleo no mercado internacional e o aumento do salário mínimo deverão fazer parte das reuniões por causa de seus impactos sobre as contas públicas. Sucessão Os ministros de Finanças da União Européia decidiram, de maneira unânime, apoiar a candidatura do alemão Horst Koehler para a direção do FMI. O primeiro-ministro de Portugal, Antonio Guterres, afirmou, em Berlim, que os quinze ministros de Finanças da UE endossaram o nome de Koehler para o FMI, durante reunião realizada ontem em Bruxelas. Guterres ocupa atualmente a presidência transitória da UE. Koehler é presidente do Banco Europeu para Reconstrução e Desenvolvimento, com sede em Londres e ex-ministro sênior de finanças da Alemanha. Koehler tornou-se o candidato alemão para a sucessão de Michel Camdessus na chefia do FMI, após o escolhido anteriormente, o brasileiro naturalizado aleção e secretário de Estado do Ministério das Finanças, Caio Koch-Weser, ter enfrentado objeções por parte do governo norte-americano.

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