Curitiba Os trabalhadores da Volvo retornaram ao trabalho ontem às 9 horas, depois de dois dias de greve. O processo que corria desde quarta-feira à noite contra o movimento no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) foi arquivado. Já na Renault, o impasse entre funcionários e empresa não se resolveu: a paralisação continua e já completou quatro dias. A empresa informou ao Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba que pode apresentar nova proposta durante o fim de semana.
Ontem de manhã, os 1,8 mil trabalhadores da Volvo aceitaram em assembléia a proposta da empresa apresentada na noite de quinta-feira ao sindicato. A Volvo se comprometeu a pagar abono de R$ 600,00 a todos os funcionários e a pagar o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) integral em setembro para um teto de até R$ 3,3 mil. Nos salários acima desse valor, será pago um valor fixo, que deverá ser de pelo menos 50% do INPC. A montadora deixou de produzir 50 ônibus e seis caminhões durante os dias de greve.
Os 2,8 mil funcionários da Volkswagen/Audi aceitaram, ontem à tarde, o pagamento de abono de R$ 500,00 no próximo mês. O reajuste pelo INPC em setembro já estava garantido desde o ano passado. A montadora foi a única da região de Curitiba que não sofreu paralisação.
O sindicato se reuniu ontem à tarde com negociadores da Renault, mas ainda não houve consenso. De acordo com o diretor da entidade, Nuncio Mannala, deve haver entendimento em breve, já que a situação com as outras empresas está definida. ''A Renault fica com o compromisso de respeitar seus funcionários, assim como as outras fizeram. A empresa tem que cuidar do próprio patrimônio, que é a mão de obra'', avaliou.

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