Curitiba A assembléia geral de metalúrgicos realizada na noite de segunda-feira rejeitou a proposta apresentada pelo sindicato patronal Sindimaq, que abrange as indústrias do setor mecânico. Conforme a Folha adiantou, o Sindimaq ofereceu apenas abonos em vez de reajuste real e os trabalhadores não aceitaram. Diante disso, o Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba e Região retomou as mobilizações nas portas das fábricas e já ameaça com greves a partir da próxima sexta-feira.
Durante a assembléia foi aprovada a proposta apresentada pelo sindicato patronal Sindimetal, que reúne as empresas do setor metalúrgico. O setor emprega 25 mil trabalhadores. O Sindimetal ofereceu 15% de reajuste 11% serão pagos em janeiro e 3,6% em março. Para compensar a falta de reajuste em dezembro, os trabalhadores vão receber um abono de 20% sobre o salário que será pago no dia 20 de dezembro.
Já o Sindimaq, que representa as empresas do ramo mecânico, ofereceu dois abonos de 13% cada um e a reposição pelo INPC para salários de até R$ 2,8 mil. O setor emprega 10 mil trabalhadores e as empresas resistiram em aderir às negociações individuais.
O Sindicato dos Metalúrgicos definiu um prazo de 48 horas para o Sindimaq avançar na proposta ou então vai iniciar negociações individuais com as empresas. Não estão descartadas as greves no setor.
Para o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), as empresas do setor mecânico representadas pelo Sindimaq estão com produção e vendas em alta, situação mais favorável que as empresas representadas pelo Sindimetal.

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