Curitiba - Os cerca de 4 mil metalúrgicos da Volvo, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), ameaçam fazer paralisações de protesto a partir de amanhã, caso a direção da fábrica não avance nas negociações da Campanha Salarial da categoria. A decisão sobre a continuidade do movimento será tomada em assembleia marcada para amanhã.
A última proposta da Volvo foi recusada em assembleia dos metalúrgicos no dia 16. Eles querem melhorias no item sobre o plano de salários da empresa. Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC), Sérgio Butka, a grade salarial da Volvo está defasada, ''completamente incompatível com o porte e a lucratividade da empresa e com outras indústrias do segmento''.
A proposta da empresa prevê aumento real de 2,5% mais a reposição integral da inflação acumulada nos últimos doze meses (totalizando 10,09% de aumento) a ser aplicado em setembro, abono salarial de R$ 5 mil e reajuste de 10,09% no vale-mercado (que hoje é de R$ 200).
A data-base dos metalúrgicos das montadoras é 1º de setembro, mas as outras duas grandes empresas do Estado, Volkswagen e Renault, ambas em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, já fecharam acordos em agosto.
O acordo da Renault tem vigência de três anos. Os trabalhadores vão receber entre 2011, 2012 e 2013, até 20,19% de aumento real (acima da inflação) e mais R$ 61,5 mil referentes à Participação nos Lucros ou Resultados (PLR) e abono salarial. No caso da Volks, o ''pacotão'' foi fechado, após 40 dias de greve, com vigência de 2 anos. Além da PLR de 2011, o acordo contempla a de 2012, acordo salarial antecipado, abono salarial, melhoria da tabela salarial e antecipação do 13º salário.

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