Curitiba As montadoras não avançaram, ontem, nas propostas apresentadas para antecipação do reajuste salarial aos metalúrgicos e não houve acordo entre as partes. A definição do impasse foi adiada para hoje, quando nova rodada de negociações com as empresas deve acontecer. O Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba iria discutir a possibilidade de deflagração da greve ainda ontem à noite.
Há correntes do sindicato que defendem a paralisação somente após o período de Páscoa, ou seja a partir do dia 22, para não enfraquecer o movimento. Outras defendem que sejam deflagradas ''greves-pipoca'', para manter o movimento forte, fábrica por fábrica.
As montadoras não apresentaram novas propostas. A Volkswagen/Audi se dispôs a repassar R$ 80,00 por mês, mas sob a forma de empréstimo, que seria descontado de uma vez em setembro, quando houver reposição pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). A Volvo propôs um abono de R$ 400,00 e a Renault um abono de R$ 360,00, em três parcelas de R$ 120,00 a título de vale-alimentação.
Segundo o sindicato, a rejeição a essas propostas foi unânime nas assembléias realizadas ontem. A entidade está reivindicando uma reposição de 14,61%, que corresponde ao INPC de setembro do ano passado até março.

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