Metalúrgicos recusam proposta
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sexta-feira, 17 de janeiro de 1997
Sucursal de Curitiba 
Os metalúrgicos da região de Curitiba e os representantes das empresas tiveram ontem uma nova audiência de conciliação na Delegacia Regional do Trabalho (DRT). Mas o encontro não resultou em nenhum avanço nas negociações salariais. O sindicato patronal que representa as montadoras, o Sinfavea, se recusou a aumentar a proposta salarial. Ao perceber que o sindicato estava irredutível, os metalúrgicos propuseram uma nova reunião para a próxima terça-feira.
O Sinfavea aceita dar uma reposição salarial de 9% para os funcionários que recebem até R$ 800, 7% para quem ganha até R$ 2 mil e um aumento fixo de R$ 140 para os demais trabalhadores. Os metalúrgicos querem um índice de 10,62% fixo para toda a categoria.
Até agora, 60% das empresas já aceitaram o percentual reivindicado pelo Sindicato dos Metalúrgicos da Região Metropolitana de Curitiba. Uma das empresas que não quer o índice é a Volvo, onde aconteceu uma greve dos funcionários há 10 dias. O piso salarial de um funcionário da linha de montagem da Volvo é de R$ 600, enquanto o de um trabalhador do setor de autopeças tem um piso salarial de R$ 250.


