Metalúrgicos querem reposição das perdas com inflação
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terça-feira, 11 de março de 2003
Da Redação 
Curitiba Os metalúrgicos que trabalham nas grandes montadoras de Curitiba querem uma reposição imediata da inflação nos salários. A data-base da categoria é apenas no mês de setembro, mas os metalúrgicos querem abrir um canal de negociação já com as montadoras. Eles argumentam que desde o último reajuste, as perdas nos salários acumulam 11,43% e os últimos meses correspondem ao período mais intenso de inflação no País.
Os metalúrgicos do Paraná não estão dispostos a esperar. Esse índice já supera o reajuste de todo o ano passado, que foi de 9,61%. O Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba e Região enviaram, na última segunda-feira, uma carta pedindo a abertura de um canal de negociação, fora do período da data-base. A carta foi endereçada às montadoras Renault, Volkswagen/Audi e Volvo, empresas que envolvem cerca de 7 mil metalúrgicos.
Para o diretor do sindicato, Núncio Manalla, a perda dos trabalhadores já superou os dois dígitos e não dá mais para esperar. Sobre a solicitação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que pediu um pouco mais de tempo aos trabalhadores para apresentarem suas reivindicações, Manalla disse que ''os supermercados e as farmácias não esperam''.
Além disso, o sindicalista afirmou que as montadoras estão exportando a produção e estão faturando em dólares. E também que os carros vendidos no mercado interno tiveram seus preços reajustados três vezes, neste início de ano. ''Portanto, as montadoras podem reverter parte de seus ganhos para repor a inflação que está corroendo os salários'', acrescentou.
A montadora Renault disse que não foi informada oficialmente sobre a reivindicação do sindicato. As montadoras Audi/Volkswagen e Volvo não retornaram as ligações feitas pela Folha.


