Curitiba A diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba e Região Metropolitana está recorrendo à entidade sindical francesa, que representa os trabalhadores da Renault, na França, para ter acesso à íntegra do novo protocolo assinado pelo governo do Paraná com a montadora Renault. O diretor do sindicato, Núncio Manalla, sustenta que o acordo que prorroga o recolhimento do ICMS para mais 14 anos, assinado com o governo do Estado, embute um novo protocolo que substitui o anterior, já de domínio público.
Segundo Manalla, os trabalhadores do Paraná querem saber se o governo fez acordos com o dinheiro público sem vínculos com as garantias sociais. De acordo com o sindicalista, os trabalhadores franceses têm acesso aos documentos assinados pela montadora e eles assumiram o compromisso de enviar cópia da documentação sobre a Renault ao sindicato dos Metalúrgicos do Paraná.
Caso não haja o comprometimento com as cláusulas sociais no acordo, o Sindicato dos Metaúrgicos avisa que pode ser ingressada uma ação cívil pública contra o governo do Paraná. Manalla acusa o governo ainda de não convocar uma reunião tripartite com a participação de representantes dos trabalhadores da Renault, da empresa e do governo do Estado. Nessa reunião seriam discutidas medidas para elevar a nacionalização das peças, como alternativa de se criar mais postos de trabalho no Estado e ainda de baratear o custo de produção dos veículos Renault. ''Com a nacionalização das peças o custo do veículo não fica tão vinculado à variação cambial'', afirma Manalla.
Para o secretário do Trabalho, Newton Grein, deve estar havendo equívoco com o sindicalista. Ele afirmou, ontem, que o governo jamais se negaria a participar de uma comissão tripartite porque ele é o maior defensor do tripartismo no âmbito das Comissões do Trabalho. Grein salientou que as Comissões do Trabalho reúnem-se mensalmente e ele acredita que na próxima reunião será possível sentar à mesa os representantes dos trabalhadores da Renault, da montadora e do governo.

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