Curitiba - O Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba decidiu, na noite da última quinta-feira, romper as negociações com o Sindimetal, sindicato patronal que representa as 3,6 mil empresas sa Região Metropolitana de Curitiba. Agora, os trabalhadores partem para a negociação empresa por empresa para obter acordos individuais. Até a última quinta-feira, já tinham sido fechados 21 acordos na campanha salarial deste ano.
Ontem, o sindicato realizou assembléias em dez indústrias de São José dos Pinhais e em todas estas fábricas houve greve ontem. Foi aprovada uma pauta de reivindicações para cada empresa e concedido prazo de 48 horas para as indústrias abrirem a negociação. Os trabalhadores podem parar caso isso não aconteça.
As pautas aprovadas ontem têm várias reivindicações entre elas 6% de aumento em janeiro de 2007, 15% de abono em dezembro e 10% de aumento de piso a partir de janeiro de 2007. Também serão discutidos benefícios específicos em cada empresa, como plano de saúde, Participação nos Lucros ou Resultados (PLR), redução da jornada para 40 horas semanais, estabilidade de emprego de 30 dias após as férias e vale-mercado.
As pautas foram aprovadas nas metalúrgicas Lufer, Latal, Trivisan, Lumicenter, Radiadores Marechal, Franzoi, Igasa, Magius, Metaltypo e Metalus. As greves e mobilizações vão continuar nos próximos dias, com local a ser definido poucos minutos antes de começar. Em cada dia, o sindicato realiza o arrastão de paralisações em um ponto da Região Metropolitana de Curitiba.
A data-base dos metalúrgicos é em dezembro. A campanha 2006 envolve 30 mil trabalhadores de 3.696 indústrias e cerca de 90% deles estão nas 60 maiores empresas. Foram realizadas 22 greves e paralisações nos últimos dias, envolvendo 15 mil trabalhadores.

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