Metalúrgicos querem jornada e piso unificados
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 12 de agosto de 2004
Vânia Casado<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Trabalhadores das montadoras de caminhões, ônibus e utilitários de todo o País reuniram-se, ontem, em Curitiba, para discutir a introdução de um dissídio coletivo único para as 21 plantas industriais espalhadas pelo País. Os metalúrgicos querem piso salarial e jornada de trabalho únificada e Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de acordo com a produtividade das empresas.
O encontro foi promovido pela Organização Não Governamental (Ong) Transnationals Informations Exchange (Tie) e pelas centrais sindicais CUT e Força Sindical. O objetivo é unificar as condições de trabalho para evitar a pressão que as montadoras fazem sobre os empregados de mudar a planta industrial para outros estados, onde o custo da mão-de-obra é menor. O setor reúne hoje 84 mil trabalhadores no País.
De acordo com o sindicalista Clementino Tomáz Vieira, do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, a idéia é brigar por um piso salarial de três salários mínimos, que corresponde hoje a R$ 803,00 e jornada de trabalho de 40 horas semanais. Com isso, as diferenças regionais seriam eliminadas. De acordo com Clementino, enquanto os metalúrgicos de Curitiba ganham um piso de R$ 900,00, o piso dos metalúrgicos da fábrica de caminhões de Goiás está abaixo de R$ 400,00. A jornada de trabalho também varia de 40 a 44 horas semanais.


