São Paulo - Metalúrgicos de todo o país vão reivindicar a criação de um contrato coletivo nacional. A proposta faz parte das definições do Encontro Nacional dos Trabalhadores do Setor Automotivo, encerrado sábado em São Bernardo (ABC paulista). As informações são da Agência Brasil.
Para negociar o contrato coletivo nacional único, a Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT defende a unificação das datas-base da categoria do país. A idéia é que a unificação entre em vigor a partir de setembro de 2004.
Também foi definido que a categoria vai defender a eliminação de diferenças salariais regionais e a redução progressiva da jornada de trabalho para 36 horas.
Os metalúrgicos utilizaram uma pesquisa do Dieese para mostrar as diferenças de salário entre trabalhadores das montadoras.
De acordo com a pesquisa, a diferença salarial pode chegar a 338%, dependendo do local onde a montadora está instalada.
Este é o caso dos operários de Sete Lagoas (MG), que recebem em média R$ 456,38. A remuneração de Sete Lagoas é 22,82% do salário médio pago pelo setor automotivo no ABC paulista, de R$ 1.999,83.
Para reduzir essas diferenças, os trabalhadores reivindicam um piso salarial nacional de R$ 1.200 para a categoria.
Jornada - Os sindicalistas também defendem a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, num primeiro momento. Numa próxima etapa, o objetivo é chegar a uma jornada de 36 horas semanais. A redução, no entanto, deverá ser feira sem diminuição de salário.
A categoria definiu também que deverá ocorrer negociação prévia quando as montadoras apresentarem um plano de terceirização dos serviços.
As reivindicações dos metalúrgicos serão apresentados no Fórum de Competitividade do Setor Automotivo e para as entidades patronais.
O encontro contou com a participação de 16 sindicatos de todo o país, ligados à CUT e à Força Sindical.

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