Metalúrgicos protestam contra demissões
Os metalúrgicos que foram demitidos da empresa Pfaff Indústria de Máquinas Ltda fizeram ontem uma concentração em frente ao portão da fábrica, na Cidade Industrial de Curitiba , para pedir os direitos trabalhistas. Eles alegam que foram demitidos sem receber as verbas da rescisão contratual e o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço). A empresa demitiu 180 dos 230 funcionários que tinha há dois anos. Fabricante de máquinas de costura, a Pfaff está em processo de reestruturação e negociação de dívidas.
As demissões se intensificaram a partir de março do ano passado. Mas desde o início de 1992, a Pfaff teria deixado de recolher o FGTS para os funcionários, segundo informação do Sindicato dos Metalúrgicos. Quase todos os demitidos tiveram que entrar na Justiça do Trabalho para tentar receber as verbas da rescisão. A maioria ainda não conseguiu.
O metalúrgico Benedito Santos Lima é um dos exemplos. Após 18 anos de trabalho como supervisor geral na Pfaff, ele perdeu o emprego. Não recebi nenhum centavo. A empresa deu o calote, não só em mim, mas na maioria dos companheiros. Ele acredita que teria R$ 45 mil a receber.
A administração da Pfaff nega que tenha deixado de pagar os direitos trabalhistas dos demitidos. Recolhemos normalmente o FGTS, garantiu ontem o encarregado administrativo da empresa Hamilton Binati, contradizendo a versão do funcionário demitido. Ele garantiu que o não recolhimento do FGTS foi um problema que terminou há cinco anos. Binati disse ainda que a empresa só não pagou corretamente os demitidos porque eles entraram na Justiça. Ele negou que a empresa esteja em processo de fechamento. Não vamos fechar nem quebrar. Estamos sólidos e firmes.





