Metalúrgicos protestam contra assédio moral
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quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Andréa Bertoldi <br> <br> Reportagem Local 
Curitiba - Os 2,9 mil funcionários da linha de produção da Bosch, localizada na Cidade Industrial de Curitiba, realizaram ontem uma paralisação de uma hora e meia para denunciar práticas de assédio moral dentro da fábrica, a qual coincidiu com o período de negociação do reajuste salarial. De acordo com o diretor sindical do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, Jurandir Ferreira, um dos casos mais comuns é a realização de várias reuniões por dia para forçar os trabalhadores a aceitarem a proposta da empresa. Segundo ele, os funcionários também recebem ligações em casa em tom ameaçador para que não participem das assembleias.
A Bosch informou que não incentiva ou compactua com qualquer tipo de prática de assédio moral. Esclareceu que as acusações não procedem e repudiou qualquer tratativa oriunda deste tipo de ação. Ainda informou que respeita a liberdade de manifestação de seus colaboradores. A empresa disse que apresentou duas propostas de reajuste salarial para os funcionários.
As principais reivindicações dos trabalhadores são a correção dos salários com 3% de aumento real mais a reposição da inflação, além de abono de no mínimo R$ 3,5 mil mais correção salarial.
Renault
Os 4,2 mil funcionários da Renault, localizada em São José dos Pinhais, realizaram uma assembleia nas proximidades da fábrica na rotatória da BR 277 sentido Paranaguá em frente à Nissan para reivindicar a isenção do imposto de renda na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), o pagamento do adicional de periculosidade e repudiar as retaliações realizadas pela empresa aos delegados sindicais. O protesto que começou às 5h30 da manhã de ontem e se estendeu até 7 horas, causou congestionamento na rodovia. A empresa foi procurada, mas não retornou até o fechamento desta edição.


