Metalúrgicos podem ter novo sindicato
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quarta-feira, 05 de novembro de 1997
Agência Folha Curitiba 
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, Sérgio Butka, afirma que a montadora norte-americana Chrysler, em processo de instalação no Paraná, está incentivando a formação de um sindicato de trabalhadores desvinculado do sindicato que ele dirige, filiado à Força Sindical. Segundo Butka, o objetivo da montadora é exercer um controle sobre o sindicato, além de dividir e enfraquecer a base da categoria na região metropolitana de Curitiba.
O sindicato está sendo criado no município de Campo Largo, na Grande Curitiba, onde vai funcionar a fábrica da Chrysler. No dia 29 de setembro, houve na Casa da Cultura do município uma assembléia para fundação do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas Montadoras de Veículos, Chassis e Motores de Campo Largo.
Foi numa segunda-feira pela manhã, quando os trabalhadores não podem ir. Havia 35 pessoas, sendo que nenhuma tem ligação com o movimento sindical. São desconhecidas da gente. Além do mais, a fábrica nem está funcionando, não tem peão, só funcionário graduado, disse Butka. Segundo ele, a Prefeitura de Campo Largo cedeu o espaço para a realização da assembléia por solicitação da própria montadora.
O chefe de gabinete da prefeitura, Daniel Torres, confirmou a informação à Agência Folha. A montadora realmente pediu uma sala. Cedemos a Casa da Cultura, mas não sabíamos para o que era. Só fiquei sabendo depois, disse Torres.
Uma das integrantes da comissão para criação do sindicato é Tânia Mara de Souza Maranha. O gerente de Recursos Humanos da Chrysler, Robson Azevedo, informou que Tânia Maranha é analista de sistemas da montadora. Azevedo não quis dar outras informações. A Agência Folha tentou ouvir a Chrysler, por meio de sua assessoria em São Paulo. Foram deixados recados às 14h20 e 17 horas, explicando o teor da reportagem. Mas até as 18h30 não houve retorno.


