Metalúrgicos param e deixam de produzir quatro mil veículos
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quarta-feira, 08 de novembro de 2000
Agência Estado De São Paulo 
Cerca de 4 mil veículos deixaram de ser produzidos em razão da greve de advertência dos metalúrgicos de São Paulo nas principais indústrias automobilísticas do Estado ontem. A informação é do presidente da Federação dos Metalúrgicos da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Paulo Sérgio Ribeiro Alves. No ABC paulista, a paralisação de 24 horas afetou todas as montadoras.
De acordo com Alves, a greve mobilizou 100 mil metalúrgicos 10 mil ligados à Força Sindical e 90 mil trabalhadores de 312 empresas filiados à CUT. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) não se manifestou e apenas algumas montadoras divulgaram informações sobre o movimento.
No ABC paulista, a CUT paralisou a produção da Volkswagen, da Toyota, da Scania, da Ford e da Mercedes-Benz. Já a greve dos trabalhadores da Força Sindical interrompeu as atividades na Ford do Ipiranga e na General Motors de São Caetano do Sul. As unidades da GM em São José dos Campos e da Volkswagen em São Carlos onde trabalham metalúrgicos da CUT também tiveram sua produção paralisada.
As assessorias de imprensa das principais montadoras confirmaram que a paralisação das atividades relacionadas à produção foi total. A Volkswagen deixou de fabricar cerca de 900 carros na unidade da Anchieta e 1,4 mil motores na fábrica de São Carlos. Na Mercedes-Benz, a greve alcançou 4 mil trabalhadores e afetou a produção de 160 unidades de caminhões e ônibus.
A Ford deixou de produzir 500 unidades em São Bernardo do Campo e cerca de 140 caminhões na fábrica do Ipiranga. A montadora informou que a unidade de Taubaté não foi afetada pela greve.
A paralisação mobilizou também 14 mil trabalhadores das unidades de São Caetano do Sul e de São Carlos da General Motors. Na Scania, 1,5 mil dos 2,3 funcionários deixaram de trabalhar. A Toyota, com fábricas em Indaiatuba e São Bernardo do Campo, e a Honda, localizada em Sumaré, não divulgaram informações sobre a paralisação.
A principal reivindicação dos metalúrgicos é aumento real de salário (superior à inflação), em torno de 10%. A contraproposta média dos sindicatos patronais é de 6,5%.


