Metalúrgicos paralisam a produção na VW/Audi
Carmem Murara
De Curitiba
Os metalúrgicos da Volkswagen/Audi, em São José dos Pinhais, paralisaram na metade da tarde de ontem a produção de carros. O protesto foi contra a posição da empresa que se recusou a discutir aumento na proposta de reajuste salarial. A greve foi definida em uma assembléia por cerca de 500 trabalhadores que estavam entrando no turno. No início da noite, a Audi se reuniu com um grupo de metalúrgicos para discutir a situação. Até o fechamento desta edição não havia acordo.
Os trabalhadores da Audi querem garantir pelo menos o que a Renault já ofereceu, isto é, 6,5% mais abono de R$ 650 e piso de R$ 500. A Audi aceita repor 5,65% e abono de R$ 400. As negociações com o Sindicato Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Sinfavea) estão se dando individualmente com as montadoras do Paraná.
Inaugurada em janeiro, a fábrica produz 250 automóveis Golf e Audi A3 por dia. A Volvo e a Renault mostraram-se dispostas ao acordo e já estão realizando reuniões com a direção do sindicato. A Chrysler está em férias.
Nas tentativas de conversa, a direção da Audi tinha respondido que somente negociaria por meio do sindicato que a representa. Mas as propostas do Sinfavea e do Sindicato dos Metalúrgicos ainda estão longe de se aproximar. O Sindicato dos Metalúrgicos distribuiu nota dizendo que os funcionários da Volks só retornam ao trabalho se a empresa apresentar uma proposta salarial que atenda às suas reivindicações na elaboração do Contrato Coletivo de Trabalho deste ano.
O pedido inicial dos metalúrgicos para repor os salários era de 8,44%, mas o sindicato patronal oferecia apenas 5,65%. Como abono de Natal, os trabalhadores querem R$ 1 mil, mas receberam contra-proposta de R$ 350,00. No piso salarial pedem R$ 650,00 e os empresários admitem pagar R$ 500,00.





