Conforme acordo firmado, ontem, na Procuradoria do Trabalho, a Secretaria do Emprego e do Trabalho (Sert) se propõe a requalificar os 190 trabalhadores da Chrysler, através de cursos específicos. E se propõe ainda a encaminhar esses trabalhadores para o mercado de trabalho, via Agência do Trabalhador. A Federação dos Metalúrgicos do Paraná não revelou otimismo em relação ao acordo. O diretor da entidade, Cláudio Gramm disse que dificilmente o setor automotivo do Paraná vai gerar novas vagas para absorver essa mão-de-obra que está perdendo o emprego.
O acordo prevê que a Sert se dispõe a centralizar as ações de requalificação e cursos específicos na Agência do Trabalhador de Campo Largo, Região Metropolitana de Curitiba, onde mora a maioria dos metalúrgicos que trabalhavam na Chrysler. A montadora fechou definitivamente as portas este mês, após um período de três anos, que manteve atividades no Paraná, com a fabricação da picape Dakota.
No período da formalização das rescisões contratuais com a montadora, a secretaria se propõe a fazer um cadastro individual de cada trabalhador, com as informações de seu interesse, entre elas suas expectativas em relação à recolocação no mercado de trabalho e cursos de qualificação.
Também ficou de fazer um levantamento junto à Tritec -fábrica de motores da Chrysler que continua em Campo Largo- e demais montadoras de automóveis para verificação de vagas. De acordo com representantes da Sert, um curso de qualificação poderá auxiliar o preenchimento de vagas, visto que muitas delas não são ocupadas pela inexistência de mão-de-obra qualificada.
Para Gramm, a situação do trabalhador no setor automotivo não é de otimismo. Ele disse que além da dificuldade na venda dos carros, as montadoras estão com sérios problemas de elevação de custos. Ele calcula que a desvalorização cambial já atingiu 54% em um ano e a maior parte das peças é importada. ''Com esse cenário, o sacrifício recai primeiro sobre o mais fraco da cadeia que é o trabalhador'', diz. (V.C.)

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