Curitiba - Os 2,6 mil trabalhadores da Volvo entraram em greve ontem. Os funcionários rejeitaram a proposta da empresa em assembleia na porta da fábrica na Cidade Industrial de Curitiba. A Volvo ofereceu 6,53% de reajuste salarial (2% de aumento real mais 4,44% de reposição de 100% do INPC) e abono de R$ 2 mil em setembro. A montadora não concordou em reajustar o vale-mercado que hoje é de R$ 60. Os metalúrgicos reivindicam reajuste de, no mínimo, 8% já em setembro, além do abono de R$ 2 mil e correção do vale-mercado para R$ 120. Hoje, às 7h30, o Sindicato dos Metalúrgicos realiza nova assembleia em porta de fábrica.
A Volvo informou que a proposta beneficia os funcionários da empresa e pretende ainda pretende manter o nível de emprego até o início de dezembro. A direção da empresa informou que se surpreendeu com a postura do sindicato na manhã de ontem, quando a maioria dos trabalhadores reunidos, na frente da fábrica, manifestou-se pela aceitação da proposta patronal. O sindicato, ao contrário, entendeu que a posição dos funcionários estava dividida e decidiu conduzir pela deflagração de uma greve. Ontem foram realizadas novas audiências no Tribunal Regional do Trabalho para tentar resolver o impasse da greve na Renault e na Volkswagen, mas não houve acordo.
Correios
Ontem à noite aconteceram assembleias nacionais dos trabalhadores nos Correios para decidir por greve por tempo indeterminado. A decisão ainda não tinha sido votada na Capital até o fechamento desta edição. Os Correios mantiveram o Acordo Coletivo de Trabalho atual, ofereceram R$ 0,90 de aumento no vale-refeição e 4,5% de reajuste salarial. Os trabalhadores reivindicam ainda um aumento real de R$ 300, a reposição das perdas salariais, que chegam a 41,03%, e um Plano de Cargos, Carreiras e Salários.

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