Metalúrgicos invadem montadora em Gravataí
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quarta-feira, 23 de maio de 2001
Agência FolhaDe Porto Alegre 
O complexo automotivo da General Motors, em Gravataí (RS), foi invadido ontem por cerca de mil metalúrgicos ligados à CUT (Central Única dos Trabalhadores). Os manifestantes forçaram o portão e enfrentaram um grupo de policiais militares para chegar ao pátio, onde permaneceram das 5h30 às 13h30, aproximadamente. A produção do carro Celta sofreu paralisação.
Os líderes do movimento disseram que o protesto teve como objetivo forçar a GM a negociar o acordo coletivo dos metalúrgicos com o sindicato da categoria em Porto Alegre, cuja base se estende a vários municípios vizinhos.
A GM, em janeiro último, negociou um acordo com o sindicato criado em Gravataí (região metropolitana) simultaneamente à instalação da unidade no município. Esse sindicato é ligado à Força Sindical.
Em março, porém, a Justiça Federal concedeu liminar que suspendeu a carta sindical da entidade de Gravataí. A Justiça reconheceu o sindicato de Porto Alegre, fundado há 70 anos, como o legítimo representante da categoria na região metropolitana, disse o presidente da CUT-RS, Quintino Severo, que é metalúrgico.
Segundo ele, o acordo com o sindicato fantasma significa prejuízo para os trabalhadores em vários aspectos, entre os quais o pagamento de horas extras.
Três PMs que sofreram escoriações no conflito registrado no início da invasão foram atendidos no Hospital de Cachoeirinha. A PM disse que o contingente de soldados no local era pequeno e foi atropelado pelos metalúrgicos.
O presidente da CUT declarou que PMs e seguranças montaram uma barreira para impedir a invasão.


