Metalúrgicos iniciam série de protestos contra demissões
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segunda-feira, 04 de julho de 2005
Paula Puliti<br>Agência Estado 
São Paulo O Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, ligado à Força Sindical, deu início ontem a uma série de manifestações em defesa do emprego e de mudanças na economia. Ontem, manifestação de hoje aconteceu em frente à BSH Continental, na Moóca. Um novo protesto está programado para domingo, na rua Galvão Bueno (Liberdade), sede da Força Sindical.
O presidente da Força, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, disse que diversas empresas já estão reduzindo a atividade. Os resultados iniciais da diminuição da produção são férias coletivas e folgas de meio de semana, que tendem a se transformar em demissões. ''Além da desaceleração provocada pela política de juros altos e câmbio valorizado, a crise política também afeta a confiança do consumidor, que deixa de comprar. E o empresário deixa de investir'', disse o sindicalista.
Um levantamento parcial realizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos e que serviu de base para as negociações mostra que pelo menos 22 empresas da base, com 9,5 mil funcionários, registram queda nas encomendas e, consequentemente, na produção. Empresas como a BSH Continental e a Multibrás, por exemplo, estão concedendo folga ou férias coletivas aos funcionários. Ontem, segundo Paulinho, a Artefato de Arames Artok demitiu 50 funcionários.
O balanço realizado pelo Sindicato indica que dos 9, 5 mil trabalhadores dessas empresas, 2.740 estão em férias coletivas. Há ainda casos de pedidos de redução de salário e jornada, de banco de horas e mudança de empresas para outros municípios.
''Para nós, o quadro é reflexo da economia, que não vai tão bem como o governo anuncia, dos juros altos, da carga tributária e da crise política. A crise começa a bater na porta do trabalhador'', afirmou Eleno Bezerra, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo.


