Os trabalhadores da General Motors de São Caetano do Sul e da Ford Ipiranga decidiram, em assembléia ontem, iniciar greve por tempo indeterminado a partir da segunda-feira. A paralisação é em protesto contra a falta de acordo com as montadoras sobre o reajuste salarial deste ano. Na manhã de ontem, cerca de 500 funcionários da Ford e 4.500 da Volkswagen também interromperam suas atividades por duas horas nas fábricas de São Bernardo do Campo. Nas unidades das duas empresas em Taubaté, os trabalhadores estão parados desde ontem.
Hoje, os metalúrgicos do ABC também devem aprovar o início da greve na segunda-feira em assembléia marcada para as 10 horas no sindicato da categoria em São Bernardo. Na região, além das montadoras, a paralisação deve atingir outras metalúrgicas. Mais de 100 mil funcionários devem cruzar os braços. Na última reunião com as montadoras, os trabalhadores rejeitaram a contra-proposta que previa reajuste de 8% para quem ganha até R$ 1.700; um abono de R$ 136 para salários entre R$ 1.701 e R$ 2.720; e aumento de 5% para quem ganha mais de R$ 2.720.
Os sindicatos ligados à CUT – que envolvem as fábricas do ABC e algumas do interior do Estado – reivindicam reajuste de 10%. Já a Força Sindical aceitou 8% a partir de janeiro para funcionários de autopeças, máquinas, lâmpadas, eletroeletrônicos ligados, mas para os metalúrgicos de montadoras quer um porcentual maior.

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