Agência Estado
De São Paulo
Mais de 50 mil metalúrgicos de montadoras de veículos aprovaram ontem, em assembléias em todo o País, a pauta de reivindicações da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da Força Sindical que exige a negociação de um contrato nacional de trabalho para o setor.
A idéia é obter unificação de pisos salariais e reposição de perdas decorrentes da inflação, de modo tal que, gradualmente, sejam corrigidas as distorções nos ganhos e nos direitos da categoria, hoje sujeitos a profundas diferenças regionais por conta da descentralização industrial e da guerra fiscal. Trabalhadores de várias unidades da Volkswagen, Ford, General Motors, Mecerdes-Benz, Scania e outras paralisaram suas atividades por cerca de uma hora para realizar assembléias.
Caso os empresários rejeitem a proposta de um contrato nacional, os metalúrgicos realizarão greve no dia 14 de setembro. O tempo da paralisação não está definido – pode ser 24 horas ou prazo indeterminado. A entrega da pauta para a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos (Anfavea) e para o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), inicialmente marcada para ontem, foi adiada por conta da agenda lotada dos sindicalistas da CUT, que estão preparando a Marcha dos 100 Mil marcada para quinta-feira, em Brasília. Possivelmente, a nova data de entrega do documento aos empresários será sexta-feira.

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