São Paulo Metalúrgicos da região metropolitana de São Paulo conseguiram fechar, ontem, 19 acordos para reposição salarial com empresas no primeiro dia de greve. A paralisação foi organizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Mogi e Região, ligado à Força Sindical.
Os acordos fechados garantem uma reposição de 10% dos salários a título de antecipação e beneficiam cerca de 8.100 trabalhadores. Os 10% serão pagos para os salários até a faixa de R$ 1.200. Salários acima desse valor receberão um fixo de R$ 120. A reposição entrará em vigor a partir de 1º de abril e valerá até novembro, data-base da categoria.
Os metalúrgicos solicitaram a antecipação do reajuste da data-base porque, segundo eles, a alta da inflação dos últimos quatro meses corroeu os salários. Os 10% repõem as perdas com a alta dos preços. De acordo com a Força, cerca de 23 mil metalúrgicos paralisaram a produção em 40 fábricas na região metropolitana de São Paulo, ontem de manhã.
Entre as empresas que fizeram acordo estão a Lousano Laminação de Metais, a Estamparia Aratell, Indústria Mecânica São Carlos e a Indústria Eletro Mecânica Linsa. A Lopsa, com cerca de 350 funcionários, fechou acordo sem que os trabalhadores fizessem greve. Outras empresas que ofereceram a reposição sem que houvesse greve foram a Supergauss Produtos Magnéticos Ltda, Fábrica de Máquinas Famasa Ltda, Indústria Metalúrgica Fontamac Ltda. A paralisação de metalúrgicos deve prosseguir hoje em outras empresas.

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