Após uma assembléia com os metalúrgicos, ontem pela manhã, em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, o sindicato da categoria decidiu declarar estado de greve para as empresas fornecedoras da Volkswagen/Audi que integram o Parque Industrial de Curitiba, conhecido pela sigla PIC. O prazo de 48 horas é uma exigência legal para uma futura paralisação. Caso não haja uma resposta às reivindicações dos metalúrgicos, eles prometem entrar em greve a partir de segunda-feira.
A PIC é formada por dez indústrias que fazem parte da primeira cadeia de fornecimento das montadoras. A intenção do sindicato é que elas aceitem os mesmos índices de reajuste e cláusulas sociais que foram concedidas pelas montadoras, durante a campanha salarial.
Os metalúrgicos querem uma reposição salarial de 8%, mas pedem que o salário base para quem inicia na profissão seja reajustado em 20%. Com isso, irá diminuir a diferença de salários que há hoje em relação ao que é pago para as montadoras e fornecedoras do ABC de São Paulo.
As fornecedoras têm se mantido irredutíveis. Elas não aceitam a proposta dos trabalhadores e, por enquanto, não fizeram uma contraproposta que agradasse o Sindicato dos Metalúrgicos. Um dos pontos que tem sido discutido é a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. As montadoras aceitaram diminuir de 44 para 43 horas a partir do próximo ano, mas as fornecedoras não estão favoráveis.
O Sindicato dos Metalúrgicos tentará mobilizar os trabalhadores até a próxima segunda-feira, caso seja necessário iniciar a greve. O presidente do Sindicato, Sérgio Butka, tem esperanças, no entanto, de se chegar a um acordo. Na tarde de ontem foi feita uma reunião na Delegacia Regional do Trabalho para discutir o impasse.

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