Curitiba - Os metalúrgicos das unidades paranaenses das montadoras Renault, Volkswagen e Volvo encerram a greve que iniciou no dia 20 de setembro e voltaram ao trabalho ontem. Eles aceitaram a proposta de 4,19% de reajuste salarial em setembro e 0,78% em janeiro de 2007 e mais um abono de R$ 700 a ser pago em 2 de outubro. Os dias parados não serão descontados mas terão que ser repostos.
Os trabalhadores - que têm data-base neste mês - reivindicavam inicialmente um reajuste salarial que contemplasse a reposição da inflação pelo INPC, o que equivale a 2,85% e mais um aumento real de 5%.
Participaram da greve 9 mil metalúrgicos e mais 2 mil trabalhadores terceirizados das montadoras. O diretor vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, Nelson Silva de Souza, avaliou o acordo como um dos melhores fechados no País. ''Garantimos a reposição da inflação mais um aumento real de 2,10%. Foi um avanço muito grande'', disse. Hoje, o salário médio nas montadoras do Estado é R$ 1.600.
As empresas ainda não contabilizaram os prejuízos financeiros que tiveram com a paralisação que durou cinco dias úteis. Neste período deixaram de ser produzidos 5.925 veículos, 120 caminhões e 18 ônibus.

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