Metalúrgicos do PR voltam a negociar na terça-feira
Carmem Murara
De Curitiba
Depois da greve de 24 horas feita nas montadoras Renault, Volkswagen/Audi e Volvo, os representantes das montadoras e o Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba marcaram para a próxima terça-feira mais uma rodada de negociações para tentar fechar o acordo de reajuste salarial. A reunião servirá para que Sindicato dos Fabricantes de Veículos Automotores (Sinfavea) dê a resposta se aceita ou não a proposta de reposição dos metalúrgicos. Eles pediram um aumento de 5,65% retroativo a setembro e mais 4,2% para janeiro. Querem ainda a redução da jornada.
Até agora, o Sinfavea sinalizou apenas com a reposição de 3,5%, sem concordar com a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Os trabalhadores rejeitam o aumento proposto pelas montadoras, segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Sérgio Butka. Ele disse que a resposta da reunião de terça-feira vai ser apresentada aos metalúrgicos na quinta-feira, em assembléia geral.
Butka disse que se não houver um acordo coletivo a tendência será iniciar uma negociação isolada com cada uma das montadoras. Isso aconteceu em São Paulo, onde o sindicato e as empresas ecomeçaram a assinar acordos individuais, que têm garantido um reajuste entre 10% e 10,5% mais abonos entre R$ 1,6 mil e R$ 2 mil. Eles já fecharam acordo com a Volkswagen, Ford e Scania.
A negociação paulista acendeu os ânimos dos metalúrgicos no Paraná. A negociação em São Paulo repercutiu muito no Paraná. Queremos garantir o mesmo reajuste e ainda um piso nacional, afirmou, ontem, o coordenador da Comissão de Fábrica da Volvo, Nelson Souza e Silva.





